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Vazio da maternidade

  • Foto do escritor: Manu Ferracciu
    Manu Ferracciu
  • 3 de jul. de 2023
  • 1 min de leitura

Ninguém conta a maternidade como ela é ou será que a gente que não escuta?

O filho nasce e a solidão vem de brinde ou será que a gente sempre esteve só?

Parimos a invisibilidade e diminuimos ou será que ninguém nunca nos viu?

Ter um filho nos fragilizou ou tudo isso sempre foi insuportável?


Como mãe, a gente se faz as perguntas. E, enquanto mulher, a gente busca as respostas. Né?

Porque eu olho pra outras por aí e começo a achar que uma hora as perguntas param de brotar. Ou pior. Que a gente desiste de se responder.


Sabe, eu tenho medo de me acostumar. De nunca me encaixar sob minha própria pele, de nunca reconhecer a figura no espelho, e viver assim... Me anestesiando com a saudade de quem eu fui.


E eu não quero me acostumar. Eu prefiro o desconforto a me amornar, eu acho. Só que enquanto eu finjo paciência, acontece um conflito entre a mãe que sou e a outra mulher que eu estou me tornando. Essa que eu desconheço e já chegou tirando os tapetes da sala, colocando os móveis em outro lugar. Ela me diz que o amor não tapa todos os buracos, enquanto eu amo com todos os meus vazios. E aí eu me pergunto: será que a maternidade me esburacou ou o vácuo sempre esteve aqui?...

 
 
 

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© 2023 por Manu Ferracciu Psicóloga Materna

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